Resposta curta: o formato padrão de roteiro é Courier 12 pontos, margem esquerda de 1,5 polegada (cerca de 3,8 cm) e de 1 polegada (2,5 cm) nos outros lados, cabeçalhos de cena em maiúsculas (INT. COZINHA - DIA), ação no presente ocupando a largura da página, o nome do personagem em maiúsculas a 3,7 polegadas (9,4 cm) da borda e o diálogo numa coluna mais estreita logo abaixo. Uma página dura cerca de um minuto. A tabela abaixo lista cada elemento. Se você errar, os leitores percebem, os produtores também, e o roteiro parece amador antes de uma única fala ser lida. Então você precisa conhecer as regras, mesmo que o seu único objetivo seja nunca mais pensar nelas.
O formato de roteiro num relance: a tabela-resumo
Estes são os ajustes do formato padrão americano, o que concursos internacionais, plataformas e a maioria dos leitores profissionais esperam. Ajuste uma vez (ou use um programa que aplique tudo sozinho) e cada elemento cai onde o leitor espera:
| Elemento | Margem esquerda | Largura ou borda direita | Estilo |
|---|---|---|---|
| Página | 1,5 pol. (3,8 cm) à esquerda, 1 pol. (2,5 cm) à direita | US Letter 8,5 × 11 pol., cerca de 55 linhas | Courier 12 pt |
| Cabeçalho de cena | 1,5 pol. | Largura total | MAIÚSCULAS (INT./EXT. LUGAR - DIA) |
| Ação | 1,5 pol. | Até 7,5 pol. (6 de largura) | Frases normais, no presente |
| Nome do personagem | 3,7 pol. | Não se aplica | MAIÚSCULAS |
| Rubrica entre parênteses | 3,1 pol. | Cerca de 2 pol. de largura | (minúsculas, curta) |
| Diálogo | 2,5 pol. | Até 6 pol. (cerca de 3,5 de largura) | Frases normais |
| Transição | Alinhada à direita | Não se aplica | MAIÚSCULAS (CORTA PARA:) |
| Número da página | No alto à direita | A 0,5 pol. do topo | Seguido de ponto |
Nesse formato, uma página dura mais ou menos um minuto na tela. Você pode conferir o seu roteiro com a calculadora de duração de roteiro gratuita e gerar uma folha de rosto correta com o gerador de folha de rosto.
Este guia cobre as especificações técnicas inegociáveis: Courier Prime (ou Courier 12 pt), margens, cabeçalhos de cena e o resto do esqueleto de formatação que o mercado espera em 2026. Explicamos por que cada regra existe, não só "porque é assim", mas pelas razões práticas (duração, legibilidade, produção) que mantêm esses padrões de pé. No fim você terá uma referência confiável e vai entender por que ferramentas que cuidam da formatação sozinhas, para você focar na história, viraram o padrão entre roteiristas sérios.
Se você chegou aqui ainda montando a escaleta, leia primeiro da ideia ao primeiro tratamento para não polir margens de cenas que vai cortar. As expectativas de clareza das grandes bolsas (sem promessa de seleção) estão resumidas nos critérios públicos de leitura das Academy Nicholl Fellowships in Screenwriting.
Por que o formato de roteiro existe (além da tradição)
O formato de roteiro não saiu de um comitê de implicantes. Saiu da produção. Uma página no formato padrão equivale a mais ou menos um minuto de tela. Graças a essa regra prática, diretores de produção e assistentes de direção conseguem planejar uma filmagem: leem o número de páginas e tiram uma estimativa útil de diárias e orçamento. Mexa nas margens ou no tamanho da fonte e essa correspondência quebra. O seu roteiro "de 90 páginas" pode durar 110 minutos, ou 75. De repente você é o roteirista que quebrou o modelo de orçamento.
O formato também cria uma língua comum. Quando um leitor vê INT. CAFETERIA - DIA, entende na hora: interior, lugar, momento do dia. Quando vê um nome em maiúsculas sobre uma fala, sabe quem está falando sem procurar. A consistência permite que todo mundo, direção, elenco, chefes de equipe, leia o documento rápido. Num mercado em que tempo é dinheiro, um roteiro que respeita a convenção é um roteiro lido, não folheado.
O formato é a interface entre a sua história e a máquina que vai transformá-la em filme.

Então as regras "chatas" não são arbitrárias. Aprenda uma vez e depois aplique à mão para sempre ou use um programa que faça isso por você. Nos dois casos, você precisa saber como é uma página correta.
Mais uma coisa: o formato gera confiança. Quando um executivo de desenvolvimento ou um leitor de concurso recebe um roteiro correto desde a primeira linha, supõe que o autor sabe o que está fazendo. Quando vê margens erradas, fontes misturadas ou cabeçalhos inconsistentes, supõe o contrário, e essa impressão tinge a leitura inteira. Acertar o formato é o jeito mais barato de mostrar que você está pronto para o próximo passo.
Fonte: Courier 12 pt e por que ainda importa em 2026
O padrão do mercado é uma fonte monoespaçada com serifa em corpo 12. Courier é a clássica; Courier Prime é a variante moderna, um pouco mais legível (melhor espaçamento, mais nítida na tela), que virou a preferida de muitos estúdios e bolsas. Alguns leitores ainda esperam "Courier" ao pé da letra: se o regulamento de um concurso diz "Courier 12 pt", use essa. Se não especifica, Courier Prime 12 pt é a escolha profissional segura.
Por que monoespaçada?
Monoespaçada significa que todo caractere ocupa a mesma largura. Essa previsibilidade é o que torna confiável a regra de uma página por minuto. Fontes proporcionais (Times, Arial) comprimem umas letras e esticam outras, e o número de páginas variaria conforme as palavras e a pontuação. Em Courier (ou Courier Prime), uma página de ação densa e uma de diálogo esparso ocupam mais ou menos o mesmo espaço físico, então o número de páginas continua sendo um indicador confiável de duração.
Há um segundo motivo: roteiros são compostos em Courier há décadas. Os leitores estão acostumados. Trocar a fonte não faz você parecer inovador, faz parecer que você não conhece o formato. Fique no 12. Nada de 11 para caber mais uma cena, nada de 14 para chegar a um número de páginas. Os dois truques aparecem e pegam mal.
Referência rápida: fonte Courier ou Courier Prime, corpo 12, sem substituições. Se você está comparando ferramentas, qualquer programa de roteiro sério em 2026 trava esses ajustes por padrão para você nunca precisar pensar nisso.
Margens: o esqueleto invisível
As margens padrão de um roteiro foram pensadas para produzir a regra de uma página por minuto e deixar espaço para encadernação e anotações. Se estiverem erradas, o roteiro vai parecer estranho mesmo com o conteúdo perfeito.
Margens da página
Margem esquerda: 1,5 polegada (3,8 cm). Margem direita: 1 polegada (2,5 cm), ou 1,25 em alguns padrões de casa. Superior e inferior: normalmente 1 polegada. A esquerda é maior para permitir furar e encadernar; a direita é mais justa porque diálogo e ação raramente chegam ao fim da linha. Não são números para decorar: você precisa de uma ferramenta que os aplique. Ajustar margens à mão num editor de texto é sujeito a erro e desnecessário quando um programa específico faz certo por padrão.
A4 ou US Letter?
O formato americano foi feito para papel US Letter (21,6 × 27,9 cm). No Brasil e em Portugal se trabalha muito em A4 (21 × 29,7 cm), quase 2 cm mais alto: uma página A4 comporta algumas linhas a mais e o mesmo roteiro fica com um pouco menos de páginas. Para um concurso ou leitor americano, exporte em US Letter; para uma produção local, siga o que a produtora pedir. Um bom programa de roteiro alterna entre os dois sem quebrar a formatação.
Margens de cada elemento
Cada tipo de elemento tem sua posição horizontal. Os cabeçalhos de cena começam na margem esquerda (1,5 pol.). A ação vai de 1,5 a cerca de 7,5 polegadas, uns 6 de largura de texto. Os nomes de personagem ficam a cerca de 3,7 polegadas da borda esquerda (dependendo do padrão exato). O diálogo tem recuo dos dois lados, normalmente a 2,5 polegadas da esquerda, formando uma coluna de 3,5 a 4 polegadas. As rubricas entre parênteses ficam dentro da coluna de diálogo, um pouco mais recuadas. As transições (CORTA PARA:, FADE IN, etc.) costumam ficar alinhadas à direita.
Os números exatos podem variar um pouco entre estúdios e concursos. O essencial: existe uma grade precisa. Roteiros amadores se denunciam com recuos inconsistentes, diálogo largo demais ou cabeçalhos desalinhados. Roteiros profissionais parecem uniformes porque o programa (ou o roteirista) aplicou a grade corretamente.

Cabeçalhos de cena: INT, EXT e o resto
O cabeçalho de cena, o que em inglês se chama "slugline", é a linha que diz ao leitor onde e quando estamos. É uma das primeiras coisas que ele percorre com os olhos. Se estiver errado, parece que você nunca leu um roteiro.
Estrutura básica
A forma padrão é INT. LUGAR - MOMENTO ou EXT. LUGAR - MOMENTO. INT é interior, EXT é exterior. Às vezes você verá INT./EXT. para um espaço que é os dois, como um carro com a janela aberta. O lugar é um identificador curto e claro: CAFETERIA, APARTAMENTO DE MARIA - QUARTO, MARGINAL TIETÊ. O momento costuma ser DIA ou NOITE; você pode usar MAIS TARDE, MOMENTOS DEPOIS, CONTÍNUO ou uma hora específica (3H47) quando importa. Para um concurso internacional, mantenha os termos em inglês (DAY, NIGHT, LATER, CONTINUOUS); para uma produção em português, a versão em português é a usual. Nossa checklist de erros em cabeçalhos de cena passa pelos casos-limite.
Maiúsculas e pontuação
Cabeçalhos vão em MAIÚSCULAS, sem ponto final. O separador entre lugar e momento é um hífen ou um hífen duplo; seja consistente. Sublugares (APARTAMENTO DE MARIA - QUARTO) usam um espaço e um hífen para separar o lugar principal do secundário.
CONTINUED e MAIS TARDE
Quando uma cena continua depois de um corte para outra (vemos outra cena e voltamos), alguns formatos colocam CONT'D no alto da página seguinte para indicar que ainda estamos na mesma cena. Hoje muitos roteiristas e produtores abandonaram o CONT'D nos cabeçalhos em favor de MAIS TARDE ou MOMENTOS DEPOIS quando o tempo passa, e de nada quando o corte é imediato. Concursos e estúdios variam: na dúvida, siga o estilo dos roteiros filmados do seu gênero. O essencial é a consistência dentro do seu roteiro.
Os cabeçalhos também são a espinha da análise técnica. Cada cabeçalho vira uma linha do plano de filmagem e do orçamento. Cabeçalhos vagos ou inconsistentes ("ALGUM LUGAR - DIA" contra "INT. RESTAURANTE - DIA") dificultam a decupagem de produção. Cabeçalhos claros e constantes mostram que você entende para que o roteiro serve depois de escrito.
Ação, nomes de personagem, rubricas e transições
Abaixo do cabeçalho vem o corpo da cena: a ação (a descrição) e o diálogo, com alguns elementos de apoio.
Linhas de ação
A ação descreve o que vemos e ouvimos, o que a câmera captaria. Ela é escrita em frases normais, no presente, da margem esquerda (como o cabeçalho) até a borda direita do bloco de ação. Mantenha os parágrafos curtos: de duas a quatro linhas no máximo. Blocos grandes de ação denunciam excesso de escrita ou reflexo de romancista; roteiro respira em batidas curtas. Você pode colocar em MAIÚSCULAS um som importante, um objeto-chave ou a primeira aparição de um personagem, sem exagerar. Uma ou duas por parágrafo bastam.
Nomes de personagem
Antes de cada fala, o nome do personagem aparece em MAIÚSCULAS na margem de personagem (cerca de 3,7 polegadas da esquerda). Se o personagem está fora de quadro (O.S.) ou em voz off (V.O.), a indicação vai entre parênteses ao lado do nome: MARIA (O.S.) ou NARRADOR (V.O.). Em roteiros brasileiros também aparece (OFF) para fora de quadro. Escolha uma convenção e mantenha.
Rubricas entre parênteses
Ficam abaixo do nome do personagem, dentro da coluna de diálogo, e indicam um tom ou uma ação durante a fala: (sussurrando), (para Tomás), (pausa). Use com moderação. Se o diálogo e a ação já deixam a leitura clara, corte. Abusar delas passa desconfiança do leitor ou do ator.
Transições
As transições (CUT TO:, FADE IN, FADE OUT, DISSOLVE TO:, ou em português CORTA PARA:, FUSÃO) costumam ficar alinhadas à direita. Nos roteiros atuais, CORTA PARA: é muitas vezes omitido: o corte é a passagem padrão entre cenas. FADE IN costuma aparecer uma vez bem no começo, e FADE OUT no fim. Na dúvida, use menos; elas chamam atenção sobretudo quando sobram.
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Start FreeErros de formatação mais comuns (e como evitá-los)
Alguns erros aparecem o tempo todo em roteiros amadores. Corrija estes e você terá feito o principal.
- Fonte ou corpo errados. Qualquer coisa que não seja Courier ou Courier Prime 12 pt mostra que você não conferiu. Sem exceção para "fica mais bonito em Georgia".
- Cabeçalhos inconsistentes. Misturar "INT. CAFETERIA - DIA" com "Interior, cafeteria, dia", ou alternar DIA e NOITE sem um salto de tempo claro, confunde leitores e programas de análise técnica.
- Diálogo largo demais. O diálogo precisa formar uma coluna. Se ele se espalha como a ação, o roteiro parece um romance.
- Nomes de personagem desalinhados. Eles devem cair sempre no mesmo lugar. Um leve desvio denuncia formatação manual ou copiar e colar de outro programa.
- (O.S.) ou (V.O.) faltando ou errados. Se ouvimos alguém que não vemos, ou um narrador, a indicação importa para a produção. Sem ela, o assistente de direção vai ter que adivinhar.
Mais um: abusar de transições. Um CORTA PARA: depois de cada cena é redundante, o corte já está implícito. Guarde FADE IN e FADE OUT para o começo e o fim. Uma página cheia de FUSÃO e CORTE SECO PARA: parece um primeiro tratamento que ninguém enxugou.
O jeito mais rápido de evitar esses erros é escrever num programa que imponha o formato. Isso não dispensa entender as regras, mas, depois que você as conhece, deixar a ferramenta cuidar de margens, fontes e posições libera você para a história. Para comparar como diferentes ferramentas lidam com formatação e fluxo de trabalho, veja nossa análise Final Draft contra ScreenWeaver, em que deixamos claro onde as ferramentas clássicas ainda brilham e onde as modernas assumem o trabalho chato.
Deixar o formato com a ferramenta: por que não é trapaça
Alguns roteiristas tratam a formatação manual como medalha. Vão de tab em tab e de espaço em espaço no Word ou no Google Docs e depois se perguntam por que o número de páginas não bate ou por que um leitor achou que o roteiro "não parecia certo". A verdade é que formatação é um problema resolvido há décadas. A pergunta em 2026 não é "um programa consegue formatar meu roteiro?", e sim "qual programa me dá o formato certo sem eu pensar nisso, para gastar minha energia em estrutura e história?".
O ScreenWeaver é um programa gratuito de roteiro com a formatação padrão embutida. Você escolhe os elementos (cabeçalho, ação, personagem, diálogo) ou digita de um jeito que o editor reconhece, e margens, fonte (Courier Prime 12 pt) e posições são aplicadas sozinhas. Você não mexe em tamanho de fonte nem em recuo. Você escreve, e o roteiro fica certo. Quando exporta em FDX ou PDF para inscrição ou produção, o arquivo bate com o que diretores de produção e leitores esperam. Não é um atalho: é o mesmo padrão que ferramentas como Celtx e Final Draft buscam, com a diferença de que o ScreenWeaver também traz um mapa vivo da história, a estrutura à vista em tempo real e, quando o roteiro está pronto para ser mostrado, um storyboard gerado a partir do roteiro. Você ganha formato correto e contexto criativo, não só uma máquina de escrever que sabe onde ficam as margens.

Se você vem de um editor de texto ou de um app que não impõe o formato de roteiro, passar para "a ferramenta cuida disso" pode parecer perda de controle. Não é: você ganha consistência. O único jeito de "perder" é enviar um roteiro com margens erradas ou na fonte errada. Usar um programa que garante o formato certo é o contrário de trapacear: é passar a régua para que a sua história seja julgada pela página, não pela diagramação.
Minidicionário: formato, formatação e modelos de roteiro
Nas buscas aparecem formato de roteiro, formatação de roteiro, como formatar um roteiro ou roteiro no formato Master Scenes. Palavras diferentes, mesmo trabalho: margens fixas, Courier (ou Courier Prime) 12 pt e tipos de elemento que um leitor percorre em segundos. Quando um fabricante fala em "software de formatação de roteiro", quase sempre quer dizer um app que impõe essa grade para você não brigar duas horas com o Word. Este guia é a especificação; os apps fazem cumprir.
O formato de roteiro. Uma grade cronometrada: cabeçalhos, ação, nomes, diálogo, transições, mais ou menos um minuto por página para que um diretor de produção estime sem se sentir enganado. É roteiro quando cumpre essa função.
O modelo de roteiro. Metade das vezes se procura uma diagramação em branco que já se comporta direito. Na outra metade, atalhos: nomes de personagem, cabeçalhos recorrentes. Apps sérios trazem o esqueleto; os reflexos ficam por sua conta. Para os atalhos que escrevem "INT. CAFETERIA" sempre igual, veja modelos e macros de roteiro. Pequenas ajudas gratuitas: o formatador de cabeçalhos e o gerador de folha de rosto.
Exemplos de roteiro. Ler PDFs de filmes produzidos ensina ritmo, claro. Mas o seu roteiro ainda precisa passar pelo detector de metais: formato antes de enviar. Os deslizes que fazem um roteiro ir para a pilha do descarte estão em os erros que fazem leitores jogarem seu roteiro fora.
Na trincheira: o que os iniciantes erram
A armadilha do "romance". Iniciantes costumam escrever parágrafos densos de ação descrevendo cada detalhe de um cômodo ou os pensamentos de um personagem. Isso mata o ritmo e deixa o roteiro ilegível para a produção. Correção: de duas a quatro linhas de ação no máximo. Foque no que se vê e se ouve.
O vício do itálico. Usar itálico para dar ênfase no diálogo ou na ação é muleta. Se as palavras não carregam a ênfase, o itálico não salva. Correção: reescreva a frase com ritmo melhor. Itálico só para palavras estrangeiras ou títulos específicos.
A muleta das rubricas. (com raiva), (triste), (sarcástico). Se você precisa dizer ao ator o que sentir, o diálogo está falhando. Correção: confie no ator e no contexto. Use rubricas só para uma ação durante a fala ou para um tom que não é óbvio, como (para si mesmo).
Se a cena está bem escrita, o ator não precisa de uma rubrica para saber que está com raiva.
O excesso de transições. Um CORTA PARA: entre cada cena é ruído. Correção: apague. O cabeçalho já implica o corte. Use transições só para efeitos específicos como CORTE SECO PARA: ou CORTE POR SEMELHANÇA PARA:.
A aposta na fonte. Tentar se destacar com uma fonte "mais bonita" como Helvetica ou Times New Roman. Correção: não faça. Vai parecer que você não conhece as regras. Fique com Courier Prime 12 pt.
Resumo: conheça as regras e depois escolha seu método
O formato de roteiro em 2026 não mudou no essencial: Courier (ou Courier Prime) 12 pt, margens rígidas, cabeçalhos claros e uma grade consistente para ação, nomes, diálogo e rubricas. A convenção de uma página por minuto continua guiando a produção, e os leitores continuam esperando roteiros com cara de roteiro. A diferença hoje é que você não precisa aplicar as regras à mão. Aprenda uma vez, como aqui, e deixe o programa aplicar sempre.
Use este guia como referência quando tiver dúvida sobre um cabeçalho, uma margem ou uma transição, e para conferir exportações de qualquer ferramenta. E quando for escolher ou trocar de programa de roteiro, prefira os que travam o formato certo por padrão, para você focar no que realmente importa: a história, a estrutura e as palavras na página. As regras chatas existem por um motivo. O seu trabalho é cumpri-las, esquecê-las e escrever.
Escreva no formato certo sem pensar nisso: o ScreenWeaver aplica automaticamente as margens padrão, Courier Prime 12 pt e os cabeçalhos. Foque na história. Comece a escrever de graça
FAQ
Que fonte e tamanho usar num roteiro?
Courier ou Courier Prime, corpo 12. Por ser monoespaçada, mantém a regra de uma página por minuto, e os leitores estão acostumados a ela há décadas. Uma fonte "mais bonita" não passa por inovação, e sim por desconhecimento do formato.
Quais são as margens padrão de um roteiro?
1,5 polegada (cerca de 3,8 cm) à esquerda e 1 polegada (2,5 cm) à direita, em cima e embaixo. O diálogo começa a cerca de 2,5 polegadas da esquerda e forma uma coluna de umas 3,5 de largura, e o nome do personagem fica a cerca de 3,7 polegadas. Um programa de roteiro aplica essa grade automaticamente.
Como se escreve um cabeçalho de cena?
INT. ou EXT., o lugar, um hífen e o momento, tudo em maiúsculas: por exemplo, INT. CAFETERIA - DIA. Sem ponto final, e o mesmo lugar tem sempre o mesmo nome no roteiro inteiro, porque cada cabeçalho vira uma linha da análise técnica.
É preciso colocar uma transição como CORTA PARA: entre cada cena?
Não. O corte é a passagem padrão entre cenas, então CORTA PARA: costuma ser omitido. Um FADE IN no começo e um FADE OUT no fim bastam; guarde as outras transições para efeitos intencionais como CORTE SECO PARA:.
Essas regras valem para um roteiro escrito em português?
Para concursos internacionais, coproduções ou uma tradução para o inglês, sim: o formato americano é a referência. No Brasil, muitas produtoras e editais trabalham com ele, quase sempre em A4 e com os termos em português (INT., EXT., DIA, NOITE). Algumas emissoras usam modelos próprios: peça o padrão à produtora e deixe o seu programa alternar entre eles.
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